DETECTAR ÁGUA PELA VARINHA

O PRIMEIRO PASSO

É muito importante saber-se prematuramente se o ponto a ser perfurado é promissor em água. Para isso é necessário que se faça um estudo preliminar sobre as condições geológicas do terreno. Como é impossível estabelecer-se parâmetros ideais sem uma aparelhagem técnica, deve-se apelar para a radiestesia que vem a anos proporcionando resultados positivos. Tomamos, a titulo de ilustração, a liberdade de transcrever abaixo artigo de José Roberto Alencar publicado no Guia Rural n/7 de 1.987.

ÁGUA PELA VARINHA MÁGICA

Fadas, dessas comuns, voam leves ao vento. São jovens e lindas, de cabelos em geral longos como seus vaporosos vestidos azuis. Herbert Franz Reinhold Radler ao contrário, arrasta-se pesado numa bengala. Tem 80 anos, ralos cabelos brancos, juntas ruins. Mas, no manejo de uma varinha de condão, o velho alemão exibe mais competência do que muita fadinha. Tanto que essas só cultivam clientela entre ingênuas donzelas de reinos encantados cada vez mais distantes, enquanto Radler e seus poucos colegas radiestesistas são disputados por grandes firmas como Philips, Alcan, Toyobo, Cacique e Pneus Tropical.
A varinha funciona mesmo, e jamais furamos um poço na Itamarati, sem consultar um vedor, diz Takashi Shida, o gerente dessa fazenda mato-grossense que abriga a maior lavoura de soja do mundo: 10 mil hectares regados a pivôs centrais. "Eles acertam em 99% dos casos", jura Takashi. "Exagero", retruca Radler, modesto. "Acertamos de sete a nove em cada 10 locações. Nas restantes, o poço não dá vazão esperada ou então a água não está na profundidade prevista. E isso é erro".
Seja lá como for, os rabdomancistas de fato, acham água com suas forquilhas de meio a um metro de comprimento, de salgueiro (chorão), avaleiro, bétula ou marmeleiro. Seguram na ponta da bifurcação como um guidão de bicicleta e caminham, com o que seria o cabo do estilingue estendido para frente. Onde há água, a varinha se verga para cima ou para baixo . E verga a ponto de se quebrar, se não for suficientemente verde e flexível. Até este ponto não há discussão. Mesmo geólogos, que detestam os radiestesistas mais do, que médicos odeiam os charlatões, admitem que, de fato, a fricção da água em diferentes materiais no subsolo, gera um campo magnético perfeitamente detectável, na superfície, até por aparelhos como "Wadi" fabricado na Suécia pela atlas Copco Abem. O engenheiro Alberto Ferreira, gerente de produtos da Atlas do Brasil garante que o Wadi não tem a menor chance de ser fabricado aqui. "A importação é muito complicada e a fabricação interna é inviável, por se tratar de um aparelho específico". Mesmo assim é bom para os geólogos não contestarem aquele pedaço. Evitam criar casos não só com poderosas multinacionais do porte da Atlas Copco, mas até com a Bíblia, segunda a qual Moisés andou tirando água de pedra com seu bastão. Isso, lá pelo ano 1.500 Antes de Cristo.
Bichos e plantas costumam mostrar-se tão sensíveis às radiações daquele campo magnético quanto os modernos aparelhos. E os homens, à medida que foram perdendo a sua, passaram a usar a sensibilidade animal e vegetal. É velho, por exemplo, o costume caboclo de construir a moradia no lugar em que a vaca se deita, ou o cachorro.
Ocorre que a radiação pode, segundo Radler prejudicar a saúde das pessoas e de todos os animais domésticos (exceto dos gatos que até gostam). Em gente, provoca ou piora reumatismo, asma, tuberculose e doenças mais feias, além de problemas mentais. Na criação afeta a lactação, a postura, a engorda, as crias e a saúde. Como o bicho sabe disso, evita o campo magnético.
"Assim, diz Radler, é salutar a prática de deixar vacas delimitarem os alicerces. E criador ajuizado deixa também que elas localizem o curral, que os cavalos decidam onde querem o estábulo, que os porcos definam o lugar do chiqueiro, e as galinhas, o do poleiro. Canarinhos são tão sensíveis a radiação que, para matá-los, basta deixar a gaiola passar a noite sobre uma faixa de incitação. Já os gatos se dão bem, a ponto de dormirem sobre cruzamentos de lençóis de água, gerados de um campo magnético tão intenso que as arvores ali, são alvos diletos dos raios". De acordo com a sabedoria de Radler.
Uma sabedoria, de resto, calcada na centena de livros lido, nos bons pedaços de cursos de Física e Geologia da Politécnica de Berlim (Alemanha) e, principalmente, em dois terços de século de atenta observação - tempo durante o qual Radler indicou os pontos para perfuração de 1.400 poços e obteve segundo informa após demorada consulta aos velhos fichários - um índice de 85% de acerto. Ele não concluiu os cursos "porque a Alemanha estava muito ruim em 1.932".

Convidado pela Standard Oil norte americana , topou e veio procurar petróleo na América do Sul. Sua equipe, composta, composta pelo radiestesista então com 25 anos, por geólogos e técnicos norte americanos e por uma dezena de peões nativos, varejou as matas da Venezuela, de Perú e da Bolívia atrás de petróleo, durante dois anos. No final de 1.933, ele foi convidado, e aceitou vir para o Brasil, trabalhar na Pan Brasileira de Petróleo. "Na década de 1.940, com as leis do subsolo baixada pelo governo Vargas, a Pan fechou", recorda Radler. E eu fui trabalhar numa firma de engenharia e topografia que operava no caís de minério de Vitória no Espirito Santo. Como topógrafo ajudei ainda na retificação do trecho Osasco do Rio Tietê em São Paulo. Só em 1.945, quando outro sensitivo alemão, o Walther Zapff me ofereceu sociedade em São Paulo, pude voltar à profissão. Mas, mesmo fora de lá, jamais deixei de lado a radiestesia".
Radler diz que "a maioria das pessoas têm o dom de perceber as radiações. Especialmente as "radiações maléficas" das quais as mulheres são excelentes sensores. "Quando for alugar ou comprar uma casa e sua mulher, mesmo reconhecendo seu conforto e beleza, disser que sente ou pressente algo, desista. A casa deve estar em cima de uma faixa de incitação poderosa. E você não imagina o que lhe fará morar ali".
Outro dos mais renomados vedores do Brasil - o romeno Nikolaus Frank, que se aposentou de raiva a dois anos, quando quiseram obrigá-lo a contratar um engenheiro para poder continuar trabalhando, e que hoje só atende amigos do calibre de um Olacyr de Moraes, dono da Fazenda Itamarati - tem, meramente nas maõs um bom exemplo dos malefícios da radiação: Seus dedos anulares não esticam mais, "porque lidar com isso afeta os nervos da gente" - diz o próprio Radler.
Nikolaus ficou com a boca torta. Radler diz que não. Que a boca entortou "por erro, por crime dos médicos do INAMPS no Hospital Matarazzo". Mas admite que os dedos de Nikolaus possam ter endurecido por culpa da varinha.
"Basta ver como ficam os troncos de árvores replantadas sobre faixas de incitação. Se estão no centro do campo magnético, criam feridas. Sobre um cruzamento de fluxo subterrâneo, simplesmente morrem de doença ou raio". Algumas plantas realmente sofrem, se replantadas sobre um lençol prático. Especialmente macieiras, pessegueiros, ameixeiras, abacateiros, jaboticabeiras, pinheiros, plátanos, paineiras e algumas palmeiras. Agrião, tomate, feijão, áracenas, cactus, aloes (como babosa), agaves e samambaias não ligam. Já a mamona, a jurubeba todas medicinais ou venenosas, além das célebres sequoias-gigantes, parecem gato; preferem zonas de incitação. Radler tem pesquisas feitas nos Estados Unidos mostrando que sequoias atingidas por raio, continuam viçosas como antes. Sequoia, para Brasileiro, diz pouco. Mas o estado daquelas outras plantas pode dar-lhes boas indicações, na escolha do lugar para sua casa e seu poço. Radler ensina que também as formigas gostam das radiações; "Fazem as panelas em zonas de incitação e, se possível, o corredor sobre o fluxo de água subterrânea. Não se deve portanto, construir casas e, muito menos quartos de dormir sobre formigueiros vivos ou extintos, O bom aí é fazer poço". Vespas e abelhas igualmente, apreciam zonas de incitação. Radler diz que produzem mais e melhor se o apicultor colocar suas caixas nessas áreas. E neste ponto, o alemão dá uma trombada com a sabedoria popular, pois o pessoal diz que casa de marimbondo no beiral dá sorte, e ele acha um tremendo azar. Mas não é evidentemente por respeito a cultura popular, que os geólogos difamam tanto os sensitivos. Na maioria das vezes, baseiam-se em picaretagens - fáceis de comprar, pois se faltam radiestesistas, sobram picaretas - e esmerilham a credibilidade de bons e de safados. O magnífico reitor da Universidade do Paraná, geólogo e professor de hidrogeologia Riad Salamuni, chega a ser cruel. Não se limita espinafrar os rabdomancistas e ataca a própria radiestesia; "Não é e nunca foi ciência. Não tem método científico. Só acha água porque os lençóis freáticos estão por toda parte. Se você sair por aí, furando chão a esmo, vai obter um índice de acerto parecido. São todos um bando de picaretas, sem a menor noção de geologia, e que se arvoram a dizer até a vazão do futuro poço" diz que os vedores sequer reconhecem indícios científicos na do superfície das fendas geológicas propícias à água subterrânea. Alguns desses indícios estão listados na pagina 217 do quinto volume "Manual do Engenheiro", da Editora Globo.
Entre eles, os "nevoeiros baixos", em manhãs frias de tempo bom, que indicam "verdadeira exsudação"; A oscilação das miras de nivelamento topográfico nos dias quentes quer observadas por instrumento óptico quer à vista desarmada"; Faixa de "vegetação verde e fresca na paisagem pardacenta. "E as florescências: crostas esbranquiçadas na rochas indicam que por ali passou água trazendo sais de sódio, potássio e magnésio do subsolo, e outras colocações podem indicar o transporte de sílica, ilmonita, laterita ou concressões calcáreis, de lá do fundo.

O próprio manual do engenheiro "cita" um completo estudo científico do professor S.W. Tromp de geologia da Universidade do Cairo, Que conclui ser real o fenômeno".
Mas o professor Rid não deixa por menos: "picaretagem pura". Fala, Xinga, mas acaba confessando meio envergonhado, que ele próprio recorre às vezes à varinha de condão. "De fato sou sensitivo. Mas não espalhe".

-- ESSA LITERATURA SE ENCONTRA TAMBÉM EM NOSSO MANUAL.
-- EM NOSSO TREINAMENTO É DADO MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE ESSE ASSUNTO.

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